Vem meu amor, vem a mim mais uma noite, deita-te a meu lado, no frio de um marmore, onde o luar brilha e acarinha, temos tudo para sermos felizes, temos tudo para poder caminhar em frente olha o ceu comigo, da-me a tua mao, sente o bater do meu coraçao bate por ti meu amor.
Nao compreendo, o porque de nao sentires a honestidade de meus sentimentos, nao sentes o quanto eu te amo, o quando aguento a tua ira inquebravel sobre mim, aguento tudo isto por te amar.
Sei que um dia irei morrer, nao esta longe ja falta pouco, 4 anos nao mais, gostarias que eu fosse com magua no meu coraçao, sabendo que a ultima vez que nos vimos e que estivemos juntos a tua sombra apagou a bela luz que tens.
Marca-me como tua nesta noite meu anjo caido, meu pequeno demonio adormecido.
O calor de teu corpo aquece-me nesta noite gelida, sinto como se o meu corpo se moldase ao teu, ficamos tao bem juntos, olho-te e vejo o homem com quem eu quero passar os meu dias, o homem que eu finalmente escolhi para amar, incalsavelmente, moves-te comigo em movimentos ritmicos de uma danca ancestral.
Fecho os meus olhos para sentir a tua alma, olho para ti é como se tivesses asas.
Defenitivamente es um anjo, aperto-te com mais força contra mim, e como cobra que sou envolvo-te num abraço quase fatal, es meu, o meu anjo, nao te deixarei fugir.
Olhas-me nos olhos beijas-me, tiras-me o sopro da vida e entregas-me a morte, roubas-me a alma e tudo quanto ela tinha.
Lentamente sinto-te a ires embora, deixas-me caida neste marmore frio, banhada apenas pelos raios lunares, eu sei, que voltaras, pois es um anjo.
Mas os anjos nao se podem prender.
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